Descrevê-la como "...desditosa, ou infeliz, ou desventurada..." é constatar e sentir que, face à situação presente, a espera um futuro sombrio, onde a esperança é quase que uma utopia. Mas pior, mesmo, é termos de nos referir a Portugal dizendo "Esta era a ditosa Pátria minha amada". E dizemos "era", porque já não é. Os Portugueses já não podem tomar decisões sobre Portugal nem podem defender os seus interesses, porque lhe voltaram as costas, deixando-o ao abandono, deslumbrados que estavam com os milhões de euros que vinham da CEE. Agora, têm de limitar-se a cumprir as decisões tomadas pelo BCE e pelo FMI, quaisquer que elas sejam, pois todos sabemos que sem independência financeira, também não se pode ter independência política.
Os governantes do nosso País venderam a alma ao diabo e é o povo que sofre as consequências. Guardo na memória a mágoa que se sente na voz de Adriano Correia de Oliveira, ao cantar "Pátria", de que destaco dois versos:
"triste destino o destino
da gente do meu país"
da gente do meu país"

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