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| Descubra as diferenças! |
A parte trágica do Orçamento vem aí e vai abater-se sobre os mesmos do costume: os trabalhadores com ou sem emprego, os reformados e a camada da população mais desfavorecida, que cada vez mais ficará excluída do direito a ter habitação digna, saúde, educação, inserção laboral e o mais grave é que terá ainda menos comida para dar aos filhos.
Durante semanas assistimos a uma grande encenação à volta do Orçamento, com o seu quê de comédia, em que os vários intervenientes - políticos, comentadores de maior ou menor gabarito, empresários e até banqueiros - faziam de conta que o Orçamento corria o risco de não ser aprovado.
Do alto da sua imensa sabedoria, estes personagens iluminados passam aos portugueses um atestado de estupidez. De facto, qualquer um que não tenha memória curta percebeu, desde o início, que o Orçamento ia ser aprovado. Afinal a diferença entre a governação do PS e do PSD, salvo pequenas nuances, está apenas no nome. Logo o orçamento que serve a um serve ao outro. Não serve é à grande maioria do povo português.
Agora que já temos Orçamento, é tempo de os portugueses se sacrificarem a bem da "Nação". Mas serão todos os portugueses? Claro que não! A austeridade não se aplica aos amigos, às clientelas e àqueles que realmente detêm o poder decisório - os homens da "massa", que tudo têm e nada produzem. Portanto, caro compatriota, se você é daqueles que trabalha arduamente nos negócios bolsistas, durma em paz: para si não há aumento de impostos.

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