domingo, 26 de setembro de 2010

Lisboa, cidade deslumbrante


Tenho 66 anos e nasci em Lisboa, cidade que amo até às lágrimas e que era a capital do meu País. Aprendi na 3ª.classe (Escola Primária nº. 9 - Campo de Ourique) que, em 1143, foi proclamada a independência do Reino de Portugal através do Tratado de Zamora, celebrado entre o Rei de Castela e Dom Afonso Henriques, embora só em 1179 a Santa Sé o tenha reconhecido.

Cresci e vivi até aos 28 anos no regime do Fascismo. Entre 1580 e 1640 o nosso País perdeu a sua independência, tendo permanecido sob o jugo dos espanhóis, com o conluio de muitos portugueses. Houve, porém, muitos que não se conformaram e nunca desistiram de lutar, tendo essa luta atingido o seu auge no dia 1 de Dezembro de 1640, data em que os espanhóis foram expulsos de Portugal.
Infelizmente, há sempre aqueles que se vendem em qualquer altura e a quem lhes paga melhor. Assim, estamos de novo sem poder decidir o nosso presente e o nosso futuro, porque quem decide agora tudo o que respeita ao povo português é a União Europeia, a Troika e o FMI, porque houve muitos portugueses que assim o quiseram, por lhes terem prometido muito dinheiro e pouco trabalho.
 Já não somos um país independente. Já não decidimos o que importamos, o que produzimos e o que exportamos, nem os trabalhadores que contratamos ou os que despedimos e os que reformamos. Temos vindo a destruir tudo o que de bom o 25 de Abril nos deu e nem sequer soubemos participar na defesa da democracia, que podia ter-nos livrado da situação de calamidade em que nos encontramos. Continuamos a viver em Portugal, só que este já não é o nosso País, tal como Lisboa já não é a sua capital, embora continue a ser a cidade mais bela do Mundo.

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